quarta-feira, 13 de maio de 2015

Níquel Náusea nº 8

Pra mim, um dos grandes dos quadrinhos do mundo, Fernando Gonsales e seu Níquel Náusea...
A revista níquel náusea, publicada entre 1986 e 1996 é muito bacana.
Aí vai um pequeno apanhado da nº 8...
Infelizmente já li todas que tenho, mas vou acabar relendo e, depois publico outros apanhados...
Níquel Náusea nº 8 - Março - 1990
Na capa aparecem o rato Níquel Náusea e a barata (macho) Flit

Tenho feito postagens de revistas com histórias longas... Não sei bem como fazer postagens de revistas que sejam reproduções de tiras... Acho que vou colocar uma tirinha, só pra dar um gostinho...
Tira com o rato Sábio

Além das charges, tiras e histórias do Fernando Gonsales, há material de outros autores, que também fazem charges sobre um tema (vários autores, um tema), histórias mais longas ou tirinhas.

Há uma HQ chamada "Quem conta um conto", de Machado e Spacca, sobre a aventura de um Major, do período imperial, para encontrar quem deu início a um boato que colocava em dúvida a "honestidade" de sua sobrinha;

Tirinhas do Dr. Fraud, do Canini
Dr. Fraud - Canini
Charges do Spacca sobre o mundo árabe...
Charge - Spacca
Uma história do Newton Foot, contando a aventura de dois surfistas sem noção que caem na ilha de Bornéu, na hq "Uba & Tuba":
Uba & Tuba - Newton Foot 
A revista termina com a triste história do Palhaço Carrapatim, na sua incessante procura pela graça perdida!
O Palhaço Carrapatim - Fernando Gonsales




segunda-feira, 13 de abril de 2015

ANIMAL - FEIO FORTE E FORMAL

ANIMAL Nº 7 
Eu entendi o sentido do termo "Underground", quando se fala em cultura, lendo esta revista!
Muito bacana, para uma experiência do tipo "gourmet", mas não faço questão ler outros números...
Eu comprei essa num sebo por R$ 5,00 e quase caí de costas quando vi em outro sebo por absurdos R$ 50,00! Na internet o valor varia entre R$ 5,00 e R$ 10,00.
Além das HQ's a revista tem muito espaço para colunas, matérias e entrevistas.
Este número, editado pela VHD Diffusion, provavelmente em 1989, tem um texto muito bacana de um desenhista e escritor italiano, Filippo Scozzari, a respeito também autor e artista gráfico italiano Stefano Tamborini, que segundo consta não se incomodava em afirmar que decalcava suas histórias, pois o que realmente importa é a ideia e não o desenho...
A revista também fala a respeito de música, cinema e publicações de sado-masoquismo. Muitas das hq's tem, por sinal, o sexo como tema.

Vamos às histórias:

Squeak the mouse - Massimo Matiolli
Eu gostei dessa HQ. É a única que me deixa com vontade de procurar as "Animal" 5, 6 e 8. É sobre o terror vivido por um gato numa fuga alucinante, em que luta contra zumbis. Eu adorei a combinação de cores. Mais ou menos na mesmo época em que Romero Britto começou a fazer sucesso!

sábado, 4 de abril de 2015

Lanterna Verde - Crônicas - Volume um



NÃO RECOMENDO!
Não gostei, como não gosto, em geral, de quadrinhos regulares de "heróis"...
Vale apenas pela curiosidade. Mas garanto que não perde aquele não leu as primeiras aventuras do Lanterna Verde.
Este volume, lançado pela Panini, é uma compilação das primeiras histórias do "gladiador esmeralda", que apareceram em três SHOWCASE (22 a 24) e nas três primeiras GREEN LANTERN.

PERSONAGENS RELEVANTES:
Há vilões que eu não relacionei, pois não parecem ter grande "futuro", e outros que me parecem viáveis, mas vai saber... Abin Sur, Hal Jordan, Carol Ferris, Thomas Kalmaku, Tortinha, Mestre dos Fantoches, Os Guardiões, Qward, Destruidor invisível

Este encadernado tem 164 páginas e 13 histórias.
Os enredos são curtos e pueris. Imagino que qualquer criança consegue inventar histórias melhores que as que aparecem nesse volume...

Me incomodou o planeta QWARD, num universo paralelo de antimatéria... Lá os bons e honestos é que são fora da lei, enquanto os malfeitores são os "normais". Mas como seria possível uma sociedade em que só se permitem coisas más? Mesmo na história os maus não estão se matando ou cometendo furtos... Pra piorar, os "bons" que serão punidos por serem "bons" espionam, roubam, organizam-se de forma clandestina (contra a lei). Ué, como eles podem ser considerados bons????


AS MIL E UMA UTILIDADES DO ANEL "ENERGÉTICO":
O anel "energético" precisa ser recarregado a cada 24 horas e não tem efeito sobre nada que seja amarelo, mas tirando isso, consegue, virtualmente, qualquer coisa, dependendo exclusivamente da força de vontade do usuário...

sábado, 12 de abril de 2014

Homem Aranha - De volta ao lar / O segredo de Peter Parker / Marvel Salvat 21


Existem histórias em quadrinhos fantásticas, como V, de vingança, O cavaleiro das trevas ou Watchmen, por exemplo, em que, se os personagens forem outros, a história continuará sendo fantástica e podendo ser usada para que pensemos sobre a realidade do mundo, as relações interpessoais, a moral, etc.
Não é o caso desta coletânea, que traz seis "gibis" publicados nos EUA entre junho e outubro de 2001. Aqui, se a história não tiver como pano de fundo o universo do Homem-Aranha, perderá todo o seu encanto. Eu fiquei entusiasmado com a trama, mas não é relevante para quem quer discutir política, história ou filosofia!
No Brasil essa coletânea foi publicada, pelo menos, em duas versões diferentes. A mais antiga, publicada pela Panini com o título "O segredo de Peter Parker", enquanto a segunda, também da Panini, mas vendida como um número da coleção lançada pela Salvat, traz o título "De volta ao lar"
Em português, os títulos dos "gibis" são:

* Transformações (literais ou não);
* Volta ao lar
* A enorme e sombria pizza da alma
* Perseguidor implacável
* Na mira do assassino
* Revelações

Ao que me parece, foi nesta série de gibis que apareceram pela primeira vez os personagens Ezekiel "Zak" Sims e Morlun (além dos coadjuvantes Kyle Jacoby e Dex, sem falar num super-herói alemão não identificado).

Nesta história, o "cabeça de teia" encontrará alguém com poderes similares aos seus e um perseguidor implacável que se alimenta dos "poderes totêmicos" dos super-heróis!



terça-feira, 1 de abril de 2014

Nietzsche




Li a obra de Maximilien Le Roy (desenhista) e Michel Onfray (autor).
Ao contrário dos outros quadrinhos que li recentemente (e não publiquei), não pretendo lê-lo novamente para fazer uma postagem mais "completa". Não que a obra não valha a pena.
A impressão que tive é que a apresentação gráfica (a sequência de quadros, a escolha de cores, as mudanças no traço...) é poética (o que é uma sensação bacana).
Mas falta texto!
Claro que não deve ser fácil apresentar a vida e o pensamento de alguém numa obra em quadrinhos (especialmente com parcas 125 pranchas de desenho), mas acho que é uma obra desinteressante para quem não conhece nada de Nietzsche, ao mesmo tempo em que não é surpreendente para quem conhece alguma coisa.
Creio que é muito bacana para quem presta atenção na narrativa gráfica.
Veja mais Aqui.